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Iniciativas de educação financeira aumentaram 72% em cinco anos no Brasil

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Que falar sobre dinheiro com as crianças tem se tornado um dos assuntos mais abordados nos últimos tempos todos nós já sabemos. Mas como podemos fazer isso de forma lúdica para que eles passem a compreender melhor a relação deles com o dinheiro. O que mudou da minha geração para a geração do meu filho?

Para esta última pergunta posso te garantir que tivemos uma virada de 180 graus, já que na idade do meu filho eu achava que era só imprimir dinheiro e tudo estava resolvido. Quando comecei a ganhar mesada ninguém me explicou o que fazer com aquilo e, claro que a maluca aqui gastou tudo com a dupla fenômeno  da época: Sandy e Junior.

Por aqui, ele  ainda não tem mesada, mas ele já sabe que se não tiver dinheiro no bolso, o cartão de crédito não vale de nada nem a quase extinta folha de cheque. Em casa, somamos três cofrinhos: um para viagem; um para o brinquedo; e um para o aniversário. Pensando agora, deveríamos fazer um para passeios de fim de semana.

Um levantamento feito pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), revelou que iniciativas de educação financeira aumentaram 72% em cinco anos. Isso porque o tema ganhou força com a inclusão da disciplina na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil e do ensino fundamental.

Para entender melhor como essa inclusão irá acontecer em ambientes escolares, eu conversei com o CEO da América Latina da rede de ensino Maple Bear, Arno Krug, que também falou como a rede trabalha este assunto com seus quase 25.000 alunos.

1 – Como a Maple Bear vem trabalhando com as crianças essa questão da Educação Financeira? E de que forma a família é agregada neste trabalho?

Arno Krug – Aprender a trabalhar com finanças desde cedo ajuda a criança a ter mais responsabilidade e a compreender melhor todos os conceitos que envolvem educação financeira.  Na Maple Bear nossos alunos aprendem a partir de experimentações, descobertas e soluções de problemas junto com os professores e demais colegas, de maneira que tudo faça sentido em suas vidas. Então não existe uma disciplina de educação financeira ou empreendedorismo, mas elas estão inseridas na matemática, na história e em qualquer outro conteúdo em que possam ser trabalhadas.

Dentro da unidade ‘trocos e trocas’ tivemos um exemplo bastante interessante. A escola organizou uma atividade levando os alunos até uma feira livre no bairro, para que pudessem falar sobre a chegada dos portugueses no Brasil a partir da cana-de-açúcar. Ao experimentar a garapa eles puderam ter uma aula de história, entendendo o contexto na planta na economia do Brasil da época, além de entender como funciona o troco, o valor do dinheiro, e todas as questões econômicas relacionadas ao produto. Foi divertido e também educativo.

2 – De que maneira  a inclusão desta disciplina na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil e do ensino fundamental muda no projeto inicial da Maple Bear? 

Arno Krug – Boa parte dessas novas orientações já estavam contempladas no programa e na metodologia adotados pela Maple Bear em suas mais de 120 escolas distribuídas por todo o Brasil. Os pontos trazidos pelo BNCC como o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, formação holística e educação financeira, por exemplo, desde sempre estiveram presentes em nossas escolas.

3 – Quais sugestões você daria para aqueles pais que querem iniciar um trabalho de educação financeira em casa com os filhos?

Arno Krug – A sugestão é de apresentar os conceitos de educação financeira de maneira que façam sentido. As mesadas, semanadas, etc ajudam a criança a desenvolver a responsabilidade sobre o dinheiro, entendendo que para comprar um determinado brinquedo, por exemplo, ela precisa ter uma certa quantia e priorizar esta compra ao invés de gastar imediatamente. O estímulo para participar das atividades cotidianas, como ir ao mercado e fazer compras, por exemplo, também podem ser boas oportunidades.

4 – Ao seu ver, o Brasil está mudando a relação das pessoas com o dinheiro?

Arno Krug – Acreditamos que só a educação pode transformar essa relação. Por isso é importante sempre falar sobre o tema, e trabalhar a questão financeira de maneira fácil e que esteja inserida no cotidiano dos estudantes.

 

5 – O que o Brasil ainda precisa mudar neste quesito para termos uma geração mais antenada com o mundo das finanças?
Arno Krug – O que todos querem para seus filhos é que eles sejam felizes, plenos e tenham uma vida saudável e produtiva fazendo aquilo que amam. Para isso, a formação sólida, o autoconhecimento, a autoconfiança são decisivas na conquista de um mundo inteiro de possibilidades.

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